sábado, 25 de agosto de 2012

Constituição da União Europeia e Condição Atual


 
18 de Abril de 1951
Inspirando-se no Plano Schuman, seis países assinam um tratado que visa colocar as suas indústrias pesadas do carvão e do aço sob uma autoridade comum. A partir de agora nenhum pode fabricar armas de guerra para as dirigir contra os outros, como no passado. Estes seis países são a Alemanha, a Bélgica, a França, a Itália, o Luxemburgo e os Países Baixos.
http://europa.eu/about-eu/eu-history/multimedia/pouce_enlarg_member.gif  Estados-Membros fundadores: Alemanha, Bélgica, França, Itália, Luxemburgo e Países Baixos.
25 de Março de 1957
Encorajados pelo êxito do tratado sobre o carvão e o aço, os Seis alargam a sua cooperação a outros sectores económicos. Assinam o Tratado de Roma, que cria a Comunidade Económica Europeia (CEE), ou "mercado comum", cujo objectivo é a livre circulação das pessoas, das mercadorias e dos serviços entre os Estados-Membros.
1 de Janeiro de 1973
Os Seis passam a ser Nove, com a adesão formal da Dinamarca, da Irlanda e do Reino Unido.
Estados-Membros  Estados-Membros: Alemanha, Bélgica, França, Itália, Luxemburgo e Países Baixos.
Novos Estados-Membros Novos Estados-Membros: Dinamarca, Irlanda e Reino Unido.
1 de Janeiro de 1981
O número de membros da Comunidade passa a 10, com a adesão da Grécia, que pôde aderir depois da queda do seu regime militar e do restabelecimento da democracia em 1974.
Estados-Membros Estados-Membros: Alemanha, Bélgica, Dinamarca, França, Irlanda, Itália, Luxemburgo, Países Baixos e Reino Unido.
Novo Estado-MembroNovo Estado-Membro: Grécia.
1 de Janeiro de 1986
Espanha e Portugal aderem à CEE, o que aumenta para 12 o número dos seus membros.
Estados-Membros Estados-Membros: Alemanha, Bélgica, Dinamarca, França, Grécia, Irlanda, Itália, Luxemburgo, Países Baixos e Reino Unido.
Novo Estado-MembroNovos Estados-Membros: Espanha e Portugal.
1990- A Alemanha Oriental é incorporada à CEE após sua reunificação com  a Alemanha Ocidental.
 1 de Janeiro de 1993
Criação do mercado único e das suas quatro liberdades: a livre circulação das mercadorias, dos serviços, das pessoas e dos capitais torna-se uma realidade. Desde 1986 foram publicados mais de 200 actos legislativos no domínio da fiscalidade, direito das empresas, qualificações profissionais, etc., na perspectiva da abertura das fronteiras. No entanto, a livre circulação de certos serviços foi adiada.
1 de Janeiro de 1995
A Áustria, a Finlândia e a Suécia aderem à UE. Os 15 Estados-Membros cobrem doravante quase toda a Europa Ocidental. Com a reunificação da Alemanha em Outubro de 1990, a antiga Alemanha de Leste foi integrada na União Europeia.
Estados-Membros Estados-Membros: Alemanha, Bélgica, Dinamarca, Espanha, França, Grécia, Irlanda, Itália, Luxemburgo, Países Baixos, Portugal e Reino Unido.
Novos Estados-MembrosNovos Estados-Membros: Áustria, Finlândia e Suécia.


1 de Maio de 2004
Oito países da Europa Central e Oriental (Estónia, Eslováquia, Eslovénia, Hungria, Letónia, Lituânia, Polónia e República Checa) aderem à União Europeia, pondo termo à divisão da Europa decidida em Yalta 60 anos antes pelas grandes potências. Chipre e Malta aderem igualmente.
Estados-Membros Estados-Membros: Alemanha, Áustria, Bélgica, Dinamarca, Espanha, Finlândia, França, Grécia, Irlanda, Itália, Luxemburgo, Reino Unido, Portugal, Países Baixos e Suécia.
Novos Estados-MembrosNovos Estados-Membros: Chipre, Eslováquia, Eslovénia, Estónia, Hungria, Letónia, Lituânia, Malta, Polónia e República Checa.
Países CandidatosPaíses Candidatos: Bulgária, Roménia e Turquia.
1 de Janeiro de 2007
Mais dois países da Europa oriental, a Bulgária e a Roménia, aderem à União Europeia, elevando o número de Estados-Membros para 27. A Croácia, a Antiga República Jugoslava da Macedónia e a Turquia também são países candidatos à adesão.
Estados-Membros   Estados-Membros: Alemanha, Áustria,Bélgica, Chipre, Dinamarca, Eslováquia,Eslovénia, Espanha, Estônia, Finlândia, França,Grécia, Hungria, Irlanda, Itália, Letônia, Lituânia,Luxemburgo, Malta, Países Baixos, Polônia,Portugal, Reino Unido, República Checa e Suécia.
Novos Estados-MembrosNovos Estados-Membros: Bulgária e Romênia.
Países CandidatosPaíses Candidatos: Croácia, Antiga República Jugoslava da Macedônia e Turquia.
                                                                                            Características: 

   Os 27 países-membros da União Européia falam um total de 23 línguas oficiais. Cada estado-membro, quando adere à União, decide a língua ou línguas que pretende declarar como línguas oficiais da UE. Por ano, são consumidos 300 milhões de euros com 2.080 tradutores e intérpretes. O valor equivale a um terço do orçamento anual do Parlamento europeu e resulta na tradução de 1 milhão de páginas por ano e numa média de 2,6 tradutores por deputado.
   Tal qual um país, a União Europeia tem hino, bandeira, data comemorativa e lema: "Unida na Diversidade". O hino não é uma música composta especialmente para o bloco, mas a Nona Sinfonia de Beethoven, sem letra - sem a Ode à Alegria, que Friedrich Von Schiller escreveu em 1785. A música não substitui os hinos nacionais dos países membros. A bandeira também não foi feita para a UE. Criada originalmente para a Comunidade Europeia do Carvão, foi adotada pelo governo da UE em 1985. Nela, há 12 estrelas douradas formando um círculo sobre um fundo azul, um símbolo de unidade, solidariedade e harmonia. Sobre a data comemorativa: como se considera que foi a 9 de maio de 1950 que se acendeu pela primeira vez a ideia de criar um bloco de países europeus, o dia passou a marcar o aniversário da organização.

   Atualmente, três países são candidatos a integrar a União Européia, com reconhecimento oficial do bloco: a Croácia, a Turquia e a Macedônia. Mas outros países já manifestaram a intenção de pertencer à UE, como a Sérvia e a Ucrânia.
Para aderir á União Europeia, um país deve cumprir três critérios formulados pelo Conselho de Copenhague, em 1993. São eles:
·         Critério político: existência de instituições estáveis que garantam a democracia, o estado de direito, os direitos do homem, o respeito pelas minorias e a sua proteção;
·         Critério econômico: ter uma economia de mercado que funcione efetivamente e capacidade de fazer face às forças de mercado e à concorrência da UE;
·         Critério do acervo comunitário: capacidade para assumir as obrigações decorrentes da adesão, incluindo a adesão dos objetivos da união política, econômica e monetária.


O Parlamento Europeu é eleito a cada cinco anos pelos cidadãos dos países que compõem a UE. A primeira vez que os membros do Parlamento Europeu foram eleitos de forma direta foi em junho de 1979. Até esta data, os deputados provinham dos parlamentos nacionais - os congressos de cada país-membro do bloco. Ao todo, os 27 países contam com 785 representantes. No Parlamento, os deputados não se distribuem em grupos de acordo com a sua nacionalidade, mas orientados pela linha política. São oito grupos, ao todo. O maior é o Grupo do Partido Popular Europeu (Democratas-Cristãos), seguido pelos grupos dos Socialistas, dos Liberais e dos Verdes.
Crise na União Europeia
No plano econômico mundial, o ano de 2011 foi marcado pela crise econômica na União Europeia. Em função da globalização econômica que vivemos na atualidade, a crise se espalhou pelos quatro cantos do mundo, derrubando índices das bolsas de valores e criando um clima de pessimismo na esfera econômica mundial.
Causas da crise:   
- Endividamento público elevado, principalmente de países como a Grécia, Portugal, Espanha, Itália e Irlanda- os PIIGS.
- Falta de coordenação política da União Europeia para resolver questões de endividamento público das nações do bloco.
Consequências da crise:
- Fuga de capitais de investidores;
- Escassez de crédito;
- Aumento do desemprego;
- Descontentamento popular com medidas de redução de gastos adotadas pelos países como forma de conter a crise;
- Diminuição dos ratings (notas dadas por agências de risco) das nações e bancos dos países mais envolvidos na crise;
- Queda ou baixo crescimento do PIB dos países da União Europeia em função do desaquecimento da econômica dos países do bloco.
- Contaminação da crise para países, fora do bloco, que mantém relações comerciais com a União Europeia, inclusive o Brasil. A crise pode, de acordo com alguns economistas, causar recessão econômica mundial.
Ações da União Europeia para enfrentar a crise:
- Implementação de um pacote econômico anti crise (lançado em 27/10/2011);
- Maior participação do FMI (Fundo Monetário Internacional) e do Banco Central Europeu nas ações de enfrentamento da crise;
- Ajuda financeira aos países com mais dificuldades econômicas como, por exemplo, a Grécia.
- Definição de um Pacto Fiscal, que será ratificado em 2012, cujos objetivos são: garantir o equilíbrio das contas públicas das nações da União Europeia e criar sistemas de punição aos países que desrespeitarem o pacto. Vale destacar que o Reino Unido não aceitou o pacto, fato que aumentou a crise política na região.
* As ações de combate à crise são coordenadas, principalmente, por França e Alemanha.

Crise econômica e eventos da Atualidade



 
Europa, sempre lembrada como uma região de altíssimo desenvolvimento econômico e bem-estar social agora têm sua imagem associada a turbulências de mercado. Entenda como o descontrole das contas públicas e as particularidades políticas do continente conduziram a zona do euro a uma crise financeira que levará anos para ser totalmente superada.
   A formação de uma crise financeira na zona do euro deu-se, fundamentalmente, por problemas fiscais. Alguns países, como a Grécia, gastaram mais dinheiro do conseguiram arrecadar por meio de impostos nos últimos anos. Para se financiar, passaram a acumular dívidas. Assim, a relação do endividamento sobre PIB de muitas nações do continente ultrapassou significativamente o limite de 60% estabelecido no Tratado de Maastricht, de 1992, que criou a zona do euro. No caso da economia grega, exemplo mais grave de descontrole das contas públicas, a razão dívida/PIB é mais que o dobro deste limite. A desconfiança de que os governos da região teriam dificuldade para honrar suas dívidas fez com que os investidores passassem a temer possuir ações, bem como títulos públicos e privados europeus.
   Os primeiros temores remontam 2007 quando existiam suspeitas de que o mercado imobiliário dos Estados Unidos vivia uma bolha. Temia-se que bancos americanos e também europeus possuíam ativos altamente arriscados, lastreados em hipotecas de baixa qualidade. A crise de 2008 confirmou as suspeitas e levou os governos a injetarem trilhões de dólares nas economias dos países mais afetados. No caso da Europa, a iniciativa agravou os déficits nacionais, já muito elevados. Em fevereiro de 2010, uma reportagem do The New York Times revelou que a Grécia teria fechado acordos com o banco Goldman Sachs com o objetivo de esconder parte de sua dívida pública. A notícia levou a Comissão Europeia a investigar o assunto e desencadeou uma onda de desconfiança nos mercados. O clima de pessimismo foi agravado em abril pelo rebaixamento, por parte das agências de classificação de risco, das notas dos títulos soberanos de Grécia, Espanha e Portugal.

Portugal, Irlanda, Itália, Grécia e Espanha - que formam o chamado grupo dos PIIGS - são os que se encontram em posição mais delicada dentro da zona do euro, pois foram os que atuaram de forma mais indisciplinada nos gastos públicos e se endividaram excessivamente. Além de possuírem elevada relação dívida/PIB, estes países possuem pesados déficits orçamentários ante o tamanho de suas economias. Como não possuem sobras de recursos (superávit), entraram no radar da desconfiança dos investidores. Para este ano, as projeções da Economist Intelligence Unit apontam déficits/PIB de 8,5% para Portugal, 19,4% para Irlanda, 5,3% para Itália, 9,4% para Grécia e 11,5% para Espanha.





Eventos atuais relacionados a crise econômica:

Paris, 25 ago (EFE).- O presidente da França, François Hollande, pediu neste sábado que a permanência da Grécia na zona do euro deixe de ser questionada, mas solicitou ao país provas de "credibilidade" com relação a seus compromissos de reformas e austeridade.
Em um encontro no Palácio do Eliseu, o chefe do Estado francês celebrou "o esforço que o povo grego vem realizando dolorosamente há dois anos e meio", e considerou que as autoridades do país "devem ir até o final", de modo que esse processo "seja suportável para a população".
Hollande, como já fizera nesta semana a chanceler alemã, Angela Merkel, acrescentou que é preciso esperar o relatório da troika formada pela Comissão Europeia, Banco Central Europeu (BCE) e Fundo Monetário Internacional (FMI) antes de a Europa "fazer o que deve fazer".
O presidente francês, que ressaltou que é a primeira vez que se encontra com o primeiro-ministro grego, Antonis Samaras, após as eleições em seus respectivos países, destacou que "não há mais tempo a perder", porque há "compromissos a cumprir e decisões a tomar" no conselho da troika em outubro.
Samaras afirmou que a Grécia conseguirá realizar os acordos pactuados com os sócios europeus e salientou que "o êxito da Grécia será também europeu".
O primeiro-ministro heleno quis insistir que a Grécia se manterá na zona do euro, e que seu país e sua população "são uma nação orgulhosa", que não quer "depender dos outros".
"Por isso vim aqui a falar deste problema", indicou em referência a esta última parada de uma viagem europeia que o levou também à Alemanha e a reunir-se com o chefe do Eurogrupo, o luxemburguês Jean-Claude Juncker.
Samaras mostrou sua confiança no cumprimento de seus objetivos de reduzir o déficit e a dívida, cumprir as mudanças estruturais e fomentar o crescimento, mas ressaltou também sua vontade de "resguardar a coesão social".
"A Europa está baseada nos valores de democracia e orgulho. Devemos recuperar a esperança para não perder a coesão social. Sei que o senhor - disse a Hollande - compartilha essa postura, e por isso agradeço sua amparada e sua amizade", concluiu. EFE

13 de Agosto de 2012
Crise na Europa: Banco da Inglaterra – “crise sem um final óbvio”
O Presidente do Banco da Inglaterra, Sir Mervyn King, disse que "não há um final óbvio à vista" para a atual crise do euro, o que gera um sério problema para a recuperação do Reino Unido.
Escrevendo para o jornal inglês The Mail neste Domingo, Sir Mervyn argumentou que "se o resto do mundo estivesse crescendo normalmente, o reequilíbrio e a recuperação da nossa economia seria muito mais fácil". Em seguida, completou: "Mas não é. Mesmo a rápida expansão das economias emergentes está diminuindo e os problemas da área do euro continuam."
Na abertura do mercado do Reino Unido nesta Segunda-Feira, o índice FTSE 100 contraiu, caindo 0,4%. Embora tenha caído fortemente na semana passada, as ações do Standard Chartered valorizaram-se 1,5% após as notícias de que o banco entrou em negociação com os órgãos reguladores de Nova York sobre a suposta lavagem de dinheiro para o Irã.
Sir Mervyn citou as Olimpíadas de Londres como um fator de impulso potencial para a economia do Reino Unido. Porém, temperou suas observações dizendo que "em última análise, os jogos não podem alterar a situação económica subjacente que enfrentamos."
10 de Agosto de 2012
* Dados fracos para a Europa, China
Alguns dados econômicos globais divulgados ontem e esta manhã parecem confirmar que a Europa está chegando cada vez mais perto do abismo financeiro.
O Banco Central Europeu (BCE) reduziu sua taxa de crescimento prevista para o próximo ano de 1,0% para apenas 0,6%. Enquanto isso, o déficit comercial de Junho no Reino Unido foi confirmado como o maior desde que seus registros começaram: £ 4,3 bilhões. Já do outro lado do mundo, dados referentes a empréstimos bancários e às transações comerciais chinesas mostram que o país continua firme em seu modo de desaceleração.
Muitos analistas chineses consideram que algumas ações mais urgentes são necessárias para recolocar a economia do país no rumo certo.
XiaoBo, economista da Securities Huarong em Pequim, disse ao periódico inglês The Guardian que o nível mínimo de reservas a serem mantidas pelos bancos chineses deve ser cortado novamente pelo Banco Central da China. "Espero que haja ao menos mais um corte RRR sobre o nível de reservas mínimo mantidos pelo bancos chineses e que haja mais corte sobre a taxa de juros ainda neste trimestre", disse XiaoBo.
Alistair Thornton e Xianfang Ren, economistas da IHS Global Insight, em Pequim, advertiram: "O atual plano de investimento do governo para estímulo da economia parece totalmente inadequado".
Enquanto isso, um comunicado divulgado pelo ministério da economia da Alemanha esta manhã disse que sua economia agora enfrenta "riscos significativos" devido à crise da zona do euro. "A crise da dívida em certos países da zona do euro está pesando sobre a economia, semeando incerteza e cuidado entre as empresas".
08 de Agosto de 2012
*Ações globais atingem maior alta dos últimos três meses
Os principais índices mundiais e o euro continuam em seu movimento de alta iniciado logo após o Banco Central Europeu (BCE) decidir começar a intervir no mercado de títulos dos países europeus em dificuldade. O BCE passará a comprar títulos públicos da Espanha e da Itália a partir de Setembro.
O movimento de alta recente dos preços só não está sendo maior por conta do colapso das ações do Banco Standard Chartered. Listado em diversas bolsas de valores mundiais, a instituição pode perder sua licença bancaria logo após o início das investigações de algumas transações suspeitas no valor de US% 250 bilhões com o Irã.
07 de Agosto de 2012
*Obama reconhece que a Espanha vem encarando um “difícil desafio”
A Casa Branca afirmou que a Espanha vem encarando um “difícil desafio”. O pronunciamento formal ocorreu logo após o encontro entre o Presidente americano Barak Obama, o Primeiro-Ministro espanhol Mariano Rajoy, o Presidente francês François Hollande e o Primeiro-Ministro italiano Mario Monti.
A declaração da Casa Branca afirma que o Presidente Barak Obama “elogiou as recentes declarações do Presidente do Banco Central Europeu (BCE) e dos demais líderes europeus sobre a necessidade de se fazer o que for necessário para preservar a zona do euro” e “encorajou seus esforços para alcançarem uma ação decisiva”.
Após as declarações, os mercados europeus e o euro responderam positivamente.
06 de Agosto de 2012
Crise na Europa: Divergências entre Itália e Alemanha põem a União Europeia em risco

"O ressentimento italiano em relação a Alemanha está crescendo, colocando a zona do euro, e a União Europeia, sob o risco de uma catastrófica ruptura", afirmou o Primeiro-Ministro Italiano Mario Monti.Mario Monti declarou à Revista Der Spiegel que as tensões “apresentam traços de uma dissolução psicológica da Europa”. Questionado sobre um eventual aumento do ressentimento do sul da Europa em relação ao bloco do norte europeu – em especial à Alemanha – Monti afirmou que o humor das pessoas anda “bastante alarmante”.
As pessoas do sul e do norte nutrem "certos preconceitos recíprocos", ele afirmou.
As declarações de Mario Monti ocorrem logo após um jornal italiano divulgar uma foto da Chanceler alemã Angela Merkel com um braço levantado em sua primeira página, sob a manchete: “Quarto Reich”.






03 de Agosto de 2012
*BCE desaponta o mercado e FMI soa o alarme
Os mercados mundiais caíram bruscamente ontem, logo após o Banco Central Europeu (BCE) desapontar os investidores, que aguardavam pela divulgação de uma solução imediata para conter a crise da dívida europeia.
O Presidente do Banco Central Europeu, Mario Draghi, que na semana anterior tinha prometido fazer o que fosse necessário para salvar o euro, disse que o BCE agirá no mercado comprando títulos dos países em dificuldade, no entanto, apenas começará a agir quando o governo da zona euro disponibilizar os seus fundos de resgate para o mesmo fim.
Segundo Mario Draghi, o BCE estaria pronto para iniciar as intervenções a partir de Setembro, dependendo apenas de uma solicitação formal por parte dos países mais afetados. Contudo, os países terão que aceitar determinadas condições e a supervisão do BCE.
O desapontamento do mercado com a falta de ação imediata fez com que o índice FTSE 100 caísse 50,52 pontos logo após a divulgação dos planos do banco central, uma redução de 0,9%. O CAC 40 e o DAX caíram mais de 2,0%, enquanto que o Ibex, principal índice de mercado da Espanha, derreteu 5,0%.
Enquanto isso, o Fundo Monetário Internacional (FMI) divulgou um novo relatório que examina qual o real impacto das políticas econômicas de países-chaves (Estados Unidos, China, zona do euro, Japão e Reino Unido) sobre a economia global.
A economia da zona do euro pode decrescer cerca de 5,0% caso a crise europeia não seja conduzida devidamente a partir de agora, apontou o relatório do FMI. O impacto da crise sobre as nações mais pobres pode exigir um aumento da necessidade de financiamento acima de US$ 27 bilhões até o fim de 2013.
Além disso, a China pode ser obrigada a frear os seus investimentos para equilibrar sua relação de oferta e demanda, o que atingiria em cheio alguns de seus parceiros comerciais e os preços mundiais. A redução de 1,0% dos investimentos chineses afetaria primariamente os seus fornecedores asiáticos e a Alemanha.
O FMI também alertou que os Estados Unidos devem acabar com o seu tão ameaçador “penhasco fiscal” em 2013, cortando US$ 4 trilhões em juros a expirar e em despesas governamentais automáticas.
Trinta e cinco países, incluindo algumas economias emergentes como Brasil, República Checa, Índia, África do Sul, Turquia, Rússia, Coréia do Sul, Polônia, México e Arábia Saudita foram consultadas para o relatório.
02 de Agosto de 2012
*Rentabilidade dos títulos da dívida espanhola em alta em função da decisão do BCE
A rentabilidade média dos títulos espanhóis de 10 anos subiu para 6,65% - um aumento de 0,22% em relação à média de rentabilidade registrada em Julho. Também houve uma diminuição da demanda por esses títulos no mercado.
O mercado espera que o Banco Central Europeu (BCE) comece a comprar títulos da dívida da Espanha e da Itália com o intuito de manter suas taxas de rentabilidade em um nível baixo, diminuindo assim, o custo de empréstimo para os países em dificuldade. O BCE prepara-se para fazer o anúncio de seu próximo pacote de medidas esta tarde, logo após a sua reunião mensal.
01 de Agosto de 2012
*Timothy Geithner – Europa está comprometida em fazer o que for necessário
O Secretário do Tesouro americano, Timothy Geithner, afirmou que a Europa possui os meios e o comprometimento necessários para resolver os contínuos problemas da crise da dívida europeia.
Afirmando que a Europa ainda necessita reduzir suas taxas de juros, Timothy Geithner disse que os líderes europeus “vêm sinalizando que estão preparados para fazer muito mais do que já fizeram” para tentar debelar a crise; entretanto, a implementação de “novas medidas ainda levarão algum tempo”.
Os comentários de Timothy Geithner ocorreram após suas reuniões na Alemanha no início desta semana. Geithner reuniu-se com o Presidente do Banco Central Europeu (BCE) Mario Draghi e com o Ministro das Finanças alemão Wolfgang Schauble.
O mercado aguarda que novas medidas sejam propostas nos Estados Unidos para a formação de uma plano de recuperação em conjunto com os novos esforços realizados na Europa.
31 de Julho de 2012
*Mercados a espera de reunião-chave do BCE
O mercado está a espera da reunião-chave do Banco Central Europeu (BCE) marcada para esta quinta-feira. Tal expectativa deriva da promessa feita pelo presidente da instituição, Mario Draghi, de fazer "o que for necessário" para salvar o euro.
A gama de opções do BCE varia desde a compra de mais títulos dos países mais afetados pela crise, como os bonds italianos e espanhóis, até o corte de taxas de juros, tornando mais barato o acesso dos bancos – também em crise – ao dinheiro.
O economista-chefe da corretora especializada em câmbio FxPro, Simon Smith, disse ao periódico The Guardian esta manhã, que a moeda única europeia encontra-se "particularmente sensível a qualquer decepção até o final desta semana". A expectativa do mercado exige que o BCE adote medidas mais concretas para manter baixos os custos de empréstimos das nações com problemas, disse Smith.
O rendimento dos títulos espanhóis de dez anos chegou a cair dois pontos base esta manhã, atingindo 6,66%. Os títulos italianos também tiveram uma boa performance, sendo negociados com taxas de 6,04% - uma queda de um ponto base.
30 de Julho de 2012
Crise na Europa: A zona do euro chegou ao seu “momento decisivo”
O Primeiro-Ministro de Luxemburgo e Presidente do Grupo do Euro, Jean-Claude Juncker, afirmou que o euro chegou ao seu “momento decisivo”, e que seus líderes terão que definir nos próximos dias “quais medidas deverão ser “tomadas”.
Os comentários de Jean-Claude Juncker foram feitos após a promessa de Mario Draghi – Presidente do Banco Central Europeu (BCE) – de fazer tudo o que estiver ao seu alcance, durante o seu mandato, para proteger o euro.
A promessa de Mario Draghi foi abertamente apoiada pela Chanceler Alemã, Angela Merkel, e pelo Primeiro-Ministro italiano, Mario Monti, que afirmou: “Alemanha e Itália farão tudo para proteger a zona do euro”.
Os comentários positivos por parte de alguns líderes da zona do euro antecedem a visita à Europa do Secretário do Tesouro americano Timothy Geithner, e do anúncio oficial da contração de -0,40% do Produto Interno Bruto (PIB) da Espanha.